Os sentimentos ocultos, não revelados, não perdoados, não nos abre para a nossa própria permissão
de ter felicidade. Isso foi bem relatado no filme, que comove com a tristeza e frustração da melhor intenção que há de existir, mas cuja consequência, destrói a própria vida.
Outros olhos, novas vidas, o conhecimento do passado pelos que amaram Sara e a admiraram, deslumbram a quem vê o filme, porque transportam para si, mesmo que inigualavelmente, a sua dor, ficando pois, sem palavras por tudo vivido.
Um filme que fala de amor de família, promessas, esperanças, culpas, perdão, amor, de modo incondicional.
E por fim, o que me questionei do final do filme: pode o amor atemporal, inexplicável, guiar, encontrar, unir, perdoar e permitir-se viver de novo, tentando amar e amar-se de novo?
--- É inexplicável a tristeza e a destruição causada pelo nazismo. Não há justificativas. Não há como apagar da memória. Deve ser conhecida e exposta a todos, para que desesperadamente exista a preocupação de não permitir que aconteça de novo na história da humanidade.
